Dados do autor | |
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Nome | Isabel Richter |
E-mail do autor | Email escondido; Javascript é necessário. |
Sua instituição | Freie Universität Berlin FU |
Sua titulação | Doutorando |
País de origem do autor | Alemanha |
Dados co-autor(es) [Máximo de 2 co-autores] | |
Proposta de Paper | |
Área Temática | 09. Estudos Culturais |
Grupo Temático | "Memorias y (auto) biografias: teorias y prácticas" / “Memórias e (Auto) Biografias: teorias e práticas” |
Título | Entre tempos – entre mundos: Emeric Marcier e o futuro da memória |
Resumo | Museus transformam tempo em espaço, como escreveu Orhan Pamuk - mas o que acontece com os esquecidos, os que se encontram entre espaços? As realidades transculturais representam desafios para os estudos de memória. Com base nas obras e na autobiografia do artista judeu-romeno Marcier (1916-1990) - que fugiu do nazismo para o Brasil, onde se converteu ao catolicismo - serão examinadas diferentes dimensões de aspiração e antecipação: Quais são as possibilidades para indivíduos que são difíceis de categorizar - neste caso um imigrante judeu que se converteu ao catolicismo e que oscilou entre o centro e a periferia da cena artística? De que forma exprimem pessoas como Marcier, que estão integrados numa narrativa apesar da localização periférica, visões do futuro? Marcier era e é ao mesmo tempo conhecido e periférico, de uma forma dialéctica. Houve constante movimento e contra-movimento, uma oscilação, que será examinada no contexto do meio artístico. Atraído pelo existencialismo católico de Lúcio Cardoso e Murilo Mendes, Marcier processou a experiência da guerra e do Holocausto em obras religiosas marcadas pelo sofrimento, ficou de fora na procura de "Brasilidade" e do movimento da arte abstrata da pós-guerra e evitou personalidades como Mario de Andrade ou Portinari. Transformações e salvação, assim como uma identidade em fluxo, no tempo e no espaço, são os motivos centrais nas obras dele. A Segunda Guerra Mundial agiu como uma bomba que explodiu e trouxe mudanças; a identidade não pode ser reposta como era. O "não tempo" de Marcier também deve ser examinado: Não há passado, presente ou futuro claramente identificável na sua arte. Com base no caso deste judeu convertido e esquecido do campo da memória da perseguição antissemita, o objetivo é determinar, como lidar com artefactos culturais e memórias individuais em tempos marcados por identidades híbridas, multiplicidades de lugares de memória, centros e periferias em estado de fluxo, e a travessia de fronteiras. |
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