Dados do autor
Sua instituiçãoUniversidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ
País de origem do autorBrasil
Dados co-autor(es) [Máximo de 2 co-autores]
Sua titulaçãoDoutor
Proposta de Paper
Área Temática08. Educação
Grupo TemáticoPolíticas de Educação para Jovens e Adultos em tempos de pós-pandemia e de retrocessos políticos na latino-américa / Políticas educativas para jóvenes y adultos en tiempos de reveses post pandemia y políticos en América Latina
TítuloATENDIMENTO PRESENCIAL EM CENTROS DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: ESTRATÉGIA PARA REPENSAR E GARANTIR O DIREITO À EDUCAÇÃO?
Resumo

Neste trabalho, derivado de discussões iniciadas ainda no percurso do Mestrado, e que se estenderam ao longo do Doutorado, intenciono refletir sobre a importância que práticas pedagógicas de atendimento presencial têm adquirido nos Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), unidades escolares da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, que atendem a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), anos finais do ensino fundamental e ensino médio, em regime semipresencial, por módulos, especialmente no período pós-pandemia COVID 19. Tais práticas, reivindicadas e com ativa participação dos estudantes, têm sido largamente utilizadas pelos CEJA como estratégia de acolhimento e reconstrução dos percursos escolares destes sujeitos. Neste movimento, chama bastante atenção a disponibilização de atividades presenciais coletivas, haja vista ser esta uma escola que historicamente se constituiu em modelo de oferta semipresencial, com lutas internas relacionadas à diversificação de suas práticas de atendimento. Além disso, o instrumento de divulgação utilizado: redes sociais, especialmente o Instagram, onde 53 das 59 unidades CEJA mantêm perfis públicos oficiais, em que são encontradas divulgações de atividades diversas, internas e externas ao ambiente escolar, fotos, vídeos, “reels” etc. O movimento é crescente, o que parece demonstrar adesão cada vez maior de estudantes e docentes a estas estratégias de atendimento, evidenciando aparente contradição, face ao modelo institucional deste modo de oferta, demonstrando que estudantes que frequentam os CEJA, ainda que o busquem inicialmente por não terem disponibilidade de tempo para frequentar diariamente escolas presenciais de EJA — que em sua maioria reproduzem o modo de oferta da escola “regular”, e desconsideram especificidades dos sujeitos — necessitam e participam de iniciativas de atendimento presencial, desde que organizadas de modo a atender suas especificidades, necessidades e anseios.

Palavras-chave
Palavras-chave
  • Educação de Jovens e Adultos
  • Centro de Educação de Jovens e Adultos
  • Práticas de atendimento presencial
  • Pós pandemia Covid 19